Nas últimas semanas, a CONAE abriu novas comissões temáticas e diversos colegas passaram a integrar esses espaços. Esse já é um avanço importante, mas a experiência inicial mostrou um desafio claro: as comissões não caminharão sozinhas. Criar grupos e reunir pessoas interessadas é apenas o primeiro passo; para que essa estrutura produza resultados, os próprios participantes precisam ajudar a movimentá-la.
A proposta nunca foi criar mais espaços para que as demandas continuassem chegando prontas à Diretoria. As comissões existem justamente para distribuir o trabalho: levantar dúvidas, pesquisar documentos, formular propostas, revisar textos, acompanhar processos e organizar encaminhamentos. Hoje, com ferramentas digitais e inteligência artificial, muitas dessas tarefas se tornaram ainda mais simples e rápidas. Em vários casos, o principal trabalho já é supervisionar, conferir e decidir coletivamente sobre aquilo que foi produzido.
A Diretoria continuará organizando, apoiando e transformando o trabalho das comissões em atuação institucional da CONAE. Mas, se todos permanecerem esperando que alguém convoque cada discussão, proponha cada tarefa, faça cada pesquisa e entregue cada solução, teremos criado novos grupos sem mudar de fato nossa forma de participação.
A novidade só se tornará realidade se for exercida. Participar de uma comissão significa também perguntar o que precisa ser feito, assumir pequenas responsabilidades e ajudar o grupo a avançar. A CONAE pode criar os espaços e oferecer as ferramentas; fazê-los funcionar dependerá, necessariamente, da participação de todos.

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