Após uma primeira reunião com um deputado federal Rogério Correia ocorrida em 22/04/2026, as representações dos empregados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) foram convidadas a participar da audiência pública sobre a Política Nacional de Terras Raras e Minerais Críticos.
A participação reforça a importância do corpo técnico do Serviço Geológico do Brasil nas discussões estratégicas para o futuro mineral e tecnológico do país.
Na ocasião, Janaína Miranda esteve presente como representante eleita pelos empregados e também como representante designada pela CONAE, levando ao debate temas considerados essenciais para os trabalhadores e para o fortalecimento institucional do Serviço Geológico.

Durante sua fala, Janaína destacou a preocupação dos empregados diante da crescente quantidade de Projetos de Lei relacionados ao setor mineral. Segundo ela, os profissionais do SGB possuem conhecimento técnico acumulado e podem contribuir de forma efetiva com o meio político, oferecendo informações robustas e qualificadas para a construção das políticas públicas.
Ela também relembrou o slogan criado pelos empregados de Belém durante a COP30:
“Terras Raras: o mundo quer, o Brasil tem e nós do Serviço Geológico sabemos onde.”
A frase reforça o papel estratégico do Serviço Geológico do Brasil. Janaína enfatizou que o SGB representa a base de todo o processo produtivo, desde o levantamento geológico até o desenvolvimento do setor mineral. E que a base precisa estar fortalecida para ter sustentação.
Outro ponto abordado foi a necessidade de que a política nacional contemple recursos financeiros permanentes para os projetos do Serviço Geológico do Brasil. Janaína criticou o fato de empregados precisarem buscar emendas parlamentares para garantir a continuidade de projetos institucionais considerados fundamentais para o país.

A valorização dos profissionais também esteve entre os temas centrais da participação. Janaína chamou atenção para a defasagem do plano de cargos e salários, que permanece sem atualização há sete anos, além da perda de profissionais qualificados para outras empresas em razão da falta de valorização.
Ela ainda reforçou a importância da aproximação entre o meio técnico e o meio político, defendendo que o avanço do país deve ocorrer com planejamento de curto, médio e longo prazo, sem atalhos ou decisões precipitadas. Segundo destacou, é necessário pensar de forma integrada na base do setor, nos processos produtivos e no desenvolvimento de tecnologias de ponta.
Ao final, Janaína reafirmou a necessidade de que o Serviço Geológico do Brasil e seus empregados recebam o devido reconhecimento dentro da formulação da política nacional para terras raras e minerais críticos.
A participação dos empregados e empregadas do SGB nesse debate é indispensável. A política nacional para terras raras, minerais críticos e estratégicos terá impacto direto sobre o futuro da geociência pública brasileira, sobre o papel institucional do SGB e sobre a valorização de seus trabalhadores.
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Respostas
CONAE, parabéns pela representatividade!
Ótimo documento. Vamos à luta!